O assunto desta postagem é sobre um tema que todo ateu gosta de falar. Basta uma rápida olhada em alguns blogs ateístas e você os encontrará...
O assunto desta postagem é sobre um tema que todo ateu gosta de falar. Basta uma rápida olhada em alguns blogs ateístas e você os encontrará falando algo a respeito sobre a "ficção da alma".
A grande questão está sobre a origem, fonte, da nossa consciência, se ela pertence apenas ao cérebro, a matéria, ou a algo exterior, imaterial, que nos teístas, chamamos de alma.
Mas antes de entrarmos neste assunto. Quero lembrar a você, caso ainda não tenha lido, que poderá ler sobre este assunto na área de Argumentos sobre A Existência do Homem. É um pequeno esboço daquilo que cremos e que aqui apenas trataremos com mais peculiaridade. É importante ler antes.
Então, agora, vamos ao assunto em questão.
Ateus afirmam que nossos pensamentos, decisões, nosso ser, e etc, estão ligados diretamente, e somente, ao nosso cérebro e uma vez destruído, tudo o que somos se esvai.
Que todas essas coisas estão diretamente ligadas ao nosso cérebro, isso é bem evidente e não temos o que debater aqui, mas que essas coisas são destruídas quando o cérebro é destruído é onde se enganam e mostraremos isso. Aqui cabe apenas dizer que nosso cérebro é material, por meio do qual nós nos comunicamos com outros indivíduos que possuem um órgão semelhante neste mundo. Para eu me comunicar diretamente e de forma clara com algum animal eu precisarei ter o cérebro daquele animal, e como tenho um cérebro humano, logicamente me comunico de maneira clara e direta com outros humanos. Perceba que eu posso até interagir com outros animais, mas jamais me comunicarei entre eles, como fazem os de sua espécie, pois para isso, eu teria que ter a mente deles ou compreender perfeitamente como ela funciona, para aplicar os meios necessários de comunicação.
Assim, nosso cérebro é o meio por onde nos comunicamos com este mundo, e uma vez destruído não podemos mais nos comunicar aqui, pois precisamos ter um cérebro saudável e vivo. Agora que a morte do cérebro é a morte do nosso ser é o nosso próximo assunto.
Para a destruição do nosso ser eles argumentam:
"Uma pancada na cabeça pode acabar com sua memória. Um copo de álcool pode eliminar suas memórias e suas inibições, e alterar radicalmente seu senso moral. Antidepressivos alteram nosso humor. Doenças neurológicas afetam nossa personalidade e a maneira de nos relacionarmos com os outros. No entanto, essas pessoas não se dão conta de que esses fatos são incompatíveis com a ideia de uma alma imaterial ou transcendente que seria a fonte de nossa consciência. A alma não pode ser responsável pela memória, pois álcool, sedativos e pancadas na cabeça não poderiam atingir a alma. Pelo mesmo motivo, a alma não pode ser responsável por nosso humor, personalidade, consciência ou julgamentos morais. De fato, se houvesse qualquer influência externa de uma alma comandando o cérebro humano e seus processos, as faculdades de medicina precisariam ensinar teologia dentro dos cursos de neurologia. Mas não é o caso." - Retirado do site da Atea.
Antes, deixe nos dizer que,
- O nosso cérebro é o meio por onde podemos nos comunicar com outros indivíduos neste mundo e neste estado de existência.
- Que para isso, precisamos ter um cérebro perfeito, saudável e vivo.
- Que a destruição de nosso cérebro, nos impede de nos manifestar neste mundo, assim como a destruição de uma lâmpada à impede de manifestar sua luz neste mundo.
Os ateus tentam provar com o argumento citado acima que pelo fato de nosso cérebro ser afetado por causas exteriores, evidencia que nossa autoconsciência, pensamento, julgamentos morais e etc, são apenas, e somente, pertencentes ao cérebro, mas o fato de nosso cérebro ser afetado por causas materiais, sendo o nosso cérebro material, prova que nossa autoconsciência tem origem unicamente no cérebro? Posso afirmar que uma lâmpada quebrada não pode dar luz, mas posso dizer que ela não recebe energia, apenas por estar quebrada? Isso seria tolice de minha parte, sem uma verificação melhor antes.
O cérebro é afetado por causas exteriores sim, isso é fato, e nós, teístas, afirmamos o mesmo, mas isso só prova que o meio pelo qual uma pessoa pode se manifestar nesse mundo pode ser afetado, mas a sua essência permanece intacta, pelo contrário, tais pessoas após diminuição do inchaço de uma pancada, efeitos de remédios e etc., jamais seriam as mesmas pessoas e teriam suas identidades afetadas. Em alguns casos, comportamentos podem até serem mudados, mas o eu pensante, o agente moral, permanece o mesmo, e sempre foi assim e será.
Sabemos que o álcool, cigarro, drogas, pancadas na cabeça, alguns remédios, destroem nosso cérebro, e continuamente temos milhares de células morrendo dentro nós, mas nosso ser moral, o que somos, jamais se altera. Em casos onde alguém foi afetado a ponto de mudar o humor, personalidade e etc., basta esperar que os efeitos passem, ou que o cérebro retorne a um estado perfeito e lá estará o verdadeiro ser novamente retornando de maneira intacta e sem nenhuma sequela existencial.
Nosso corpo está em constante mudança e a todo momento temos células morrendo, mas sou o mesmo deste que tenho conhecimento de mim mesmo até hoje, e se minha consciência estivesse ligada diretamente, e somente a matéria e ao meu cérebro carnal, seria isso possível? Não deveria o meu "eu" ser afetado de maneira permanente e na mesma proporção? Se fosse assim, não lembraríamos de nós a cada dia ou a cada hora, o que não ocorre.
De novo,
"A alma não pode ser responsável pela memória, pois álcool, sedativos e pancadas na cabeça não poderiam atingir a alma".
Percebam que os próprios ateus afirmam essa verdade, que se temos uma alma, ela não pode ser afetada por causas exteriores e materiais, mas de fato é isso o que ocorre, ela realmente não é afetada, o que é afetado é o nosso humor, vícios, pensamentos, personalidade, comportamentos e etc., mas o "eu" dentro de mim, permanece o mesmo. Todos os atributos da sensibilidade são afetados pelo simples fato de estarem diretamente ligados a matéria, através de reações em nosso interior. Pessoas que por anos estiveram em coma, alguns com perdas de memória e identidade, após uma cirurgia, ou de forma natural que tiveram o cérebro voltando ao normal, perfeito, acordam sendo a mesma pessoa, com a autoconsciência em seu devido lugar.
Durante a vida, perdemos muitas lembranças, hábitos, e alguns até partes do próprio corpo, mas nunca perderemos nosso "eu", podemos não conseguir manifestá-lo, se formos destruídos, mas sempre seremos o que somos.
De novo,
"De fato, se houvesse qualquer influência externa de uma alma comandando o cérebro humano e seus processos, as faculdades de medicina precisariam ensinar teologia dentro dos cursos de neurologia, mas não é o caso."
Essa afirmação é tão inútil, quanto todo o argumento usado anteriormente, pois iremos abrir mão das utilidades materiais, só por que temos uma alma imaterial? Pelo contrário, vamos dar ao corpo o que é do corpo e a alma o que é da alma, pois um não anula o outro, mas o completa neste mundo, mas deixe com a palavra de Deus e as igrejas tratarem da alma do homem, pois é evidente que muitos problemas e enfermidades são ocasionados por que a alma está de fato enferma, não como o corpo fica enfermo, onde muitos tem encontrado a cura no evangelho e na pessoa de Jesus Cristo.
De novo,
"Em suma, até as pessoas minimamente bem informadas sobre o funcionamento do corpo humano já possuem o conhecimento necessário para perceber que toda nossa vida mental surge e se processa em nosso sistema nervoso, e não em uma fonte externa a ele, o que significa que almas não existem".
Que nossos pensamentos, ações e etc, se manifestam no cérebro é evidente, mas isso prova que não temos uma alma? Isso prova que o cérebro ao morrer, então, nosso ser também morre, no sentido de não sermos eternos? Que júri aceitaria isso? Qual juiz iria declarar essa sentença? Nenhum que esteja com a mente sã! Que é através do cérebro que podemos nos manifestar neste mundo, isso pode se provar, mais que isso não pode e nem é correto.
Concluindo
Causas exteriores e materiais, apenas nos afetam materialmente, mas elas nunca alteram o nosso ser, o agente moral.
Os ateus precisam responder o por que a nossa continuidade de identidade nunca é destruida por causas exteriores.
Por que perdemos partes do corpo (em alguns casos até mesmo partes do cérebro), e temos milhões de células morrendo a todos instante, mas não mudamos essencialmente, ou vemos nosso ser moral ser afetado, além de que, algumas vezes, apenas o comportamento, o que é aceitável, podem mudar, mas nunca mudam o nosso eu.
