Eis aqui um assunto onde não apenas os ateus se perdem, mas até mesmo alguns, chamados cristãos, permanecem em ignorância. Frases do tipo:...
Eis aqui um assunto onde não apenas os ateus se perdem, mas até mesmo alguns, chamados cristãos, permanecem em ignorância.
Frases do tipo: "Como um Deus de amor pode punir as pessoas no inferno?"; "Que justiça existe em um inferno e uma punição eterna?"; "Se o inferno existe Deus não é justo e nem amor!" E etc.
Vamos fazer algumas considerações básicas, antes de entrarmos neste assunto.
- Temos consciência de sermos seres morais.
- Sabemos que temos uma lei moral dentro de nós, que muitos chamam de consciência, que dita o certo e o errado.
- Sabemos também que nossos semelhantes possuem a mesma lei que nós, pois todos aprovam e desaprovam todo tipo de ações humanas.
- Se temos uma lei interior idêntica, deve existir essa mesma lei fora de nós.
- Se existe uma lei, e afirmamos existir, pela própria consciência, deve existir um legislador maior.
- Se existe uma lei e um legislador, deve existir sanções, onde se puni o infrator e recompensa o obediente.
Em todo governo, se puni os desobedientes e para aqueles que são leais lhes são dadas, ou devem ser dadas, privilégios exclusivos do governo, assim como ao infrator se tira certos privilégios, antes dado a ele pelo governo, como liberdade, atividade comercial e possuir certos objetos. Nenhum governo que não tenha punido adequadamente os infratores e, ou, não tenham recompensado adequadamente os obedientes tem subsistido por muito tempo sem cair na desordem, ou revolta dos cidadãos de bem.
Aqui concluímos que deve haver punição, onde há crime, e recompensa onde há obediência. Isso ocorre em nossos lares, comunidades, igrejas, cidades e em todo governo. Havendo um governo moral, com leis morais e um legislador moral, deve haver, também, punições e recompensas.
Você sabia?
Não é o inferno que é eterno, mas sim o lago de fogo, onde o inferno será lançado nele. Como o inferno é mais divulgado as pessoas concluíram que ele é eterno, quando na verdade ele é temporário."E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte." Apocalipse 20.14
Também é verdade, que enquanto o indivíduo for obediente o governo lhe deve promover todas as dádivas possíveis e que enquanto for desobediente, ele deve sofrer as punições. Sendo o homem imortal (Leia nosso Argumento sobre a Existência do Homem e também o artigo sobre Alma Imortal) sua felicidade não deve ter fim, ou, sendo desobediente, sua punição também não. Aqui cabe dizer apenas isso.
Ateus e os contra a punição eterna dizem que tal punição é injusta porque nossa vida é muito curta, e que não vivemos tempo suficiente para praticarmos tão grande número de pecados para merecermos uma punição eterna.
Tais pessoas não estão observando adequadamente para aquilo que falam, percebam. O que tem a ver o tempo empregado na comissão de um crime com a sua punição? Nenhum governo no mundo, pune as pessoas pelo tempo que elas ficaram empregadas em algum crime. E por que Deus deveria agir assim? E é fato que Ele, sendo justo, não age dessa maneira, e é por isso que tais pessoas dizem tal coisa.
Um homem que demora dois segundos para matar uma pessoa é menos culpada que alguém que tenha gasto horas para matar outro? Claro que não! Ambas serão punidas como assassinas. Se o que demorou mais, causou algum tipo de sofrimento maior a vítima, será punida por assassinato e por ter causado sofrimento, dois crimes diferentes, mas não terá nada a ver com o tempo empregado.
Outra vez, alguém que tenha roubado por três anos seguidos será menos culpado que alguém que tenha roubado pelo período de dez anos? Nenhum juiz irá avaliar o tempo empregado, mas sim, a quantidade de crimes, vítimas, locais e etc., onde essas pessoas cometeram tais furtos e possa ser que o que passou menos tempo roubando seja mais culpado que o que perdurou por mais tempo no crime do roubo.
Outra vez, alguém que tenha roubado por três anos seguidos será menos culpado que alguém que tenha roubado pelo período de dez anos? Nenhum juiz irá avaliar o tempo empregado, mas sim, a quantidade de crimes, vítimas, locais e etc., onde essas pessoas cometeram tais furtos e possa ser que o que passou menos tempo roubando seja mais culpado que o que perdurou por mais tempo no crime do roubo.
Certamente o tempo empregado em um crime, tem seu peso, mas nunca tem seu peso final e nenhum júri leva tal informação como o principal fato, mas sim os crimes cometidos.
Percebam o quanto está afirmação está baseada em uma ignorância de um princípio universal de governo, a saber, que uma transgressão do preceito sempre incorre na penalidade da lei, qualquer que seja a penalidade.
Outros afirmam, que por sermos criaturas finitas, não podemos cometer um crime, ou pecado infinito. Assim, nada que não seja um pecado infinito deve merecer uma punição infinita, ou eterna.
Para os que pensam assim, me respondam: O que é pior, agredir a seu amigo ou seu pai? Outra vez, quem terá maior atenção da sociedade o homem que assassinou seu desconhecido vizinho ou o homem que assassinou o presidente de uma nação? Certamente, no primeiro caso, agredir ao pai é muito pior do que um amigo, e no segundo, quem assassinar um presidente será capa em todos os jornais, ao contrário do outro, que talvez, nem poderá aparecer no noticiário.
Por que isso ocorre? Ocorre porque quanto maior alguém é elevado em status, poder, caráter e autoridade, maior também é a sua culpa e punição. Então percebam, que em vez dessa afirmação derrubar a doutrina da punição eterna, na verdade, ela o enaltece ainda mais, pois quem é Deus em relação ao homem? O homem sendo tão pequeno, diminuto e ínfimo ainda sim prefere viver como inimigo de Deus e ser contra seu governo? Termino por aqui, pois falaremos com mais peculiaridade no próximo ponto.
O pecado não é um mal infinito, logo não merece uma punição infinita.
O homem sendo imortal e enquanto viver desobediente para com as leis de Deus deve sofrer as devidas punições, apenas isso equivaleria para mostrar que a punição é eterna, assim como a felicidade deve se infinita para o homem de bem.
Mas a grande questão está sobre: Qual a culpa do pecado? Finita ou infinita?
Tudo o que Deus requer é amor, amar a Deus e ao próximo como a nós mesmo (Mt 22:34-40). Se analisarmos o valor desse preceito, veremos que ele possui um valor infinito, pois é para o maior bem do universo e de todos os seres que nele habitam. Quem diria que não devemos amar todas as formas de vida e espécie? Não é a origem de todo o mal a falta de amor?
Existe uma regra universal onde diz que, toda penalidade deve equivaler a importância do preceito. Para os ateus, se Deus existe, Ele deve ser infinito, qualquer coisa abaixo disso, não pode ser Deus, e assim suas leis também devem ser, pois a lei de um pai, carrega o peso do pai, a lei de uma escola, carrega o peso da escola, assim como a lei de um governo, carrega o peso do governo. Deus é infinito, suas leis possuem peso infinito, pois tem valores eternos e infinitos, quem afirmaria dizer que o amor e o bem de Deus e do universo não possuem valores infinitos? Assim a desobediência a lei de Deus, deve possuir um peso infinito, pelo contrário, não há justiça aqui.
Aqueles que dizem que "um Deus de amor não puniria as pessoas dessa forma", consideram que ser justo não é amar. Um pai de família que age com justiça não ama a sua família? Mas um pai de família não condena seus filhos com sofrimento eterno! Diria alguns, e claro que não, e nem pode, lembre-se, as leis de um pai de família têm o peso do pai e não o peso de Deus, um pai castiga como pai, Deus castiga como Deus. Nossos pecados não são contra nossos pais, mas sim contra Deus, quem possuí peso maior? Se eu violo um preceito de valor infinito, devo incorrer em uma culpa de valor infinito e assim mereço uma punição infinita.
Se os pecadores não merecem uma punição eterna, os justos não merecem uma recompensa eterna pelos mesmos motivos, isso seriam um crime maior, privar de felicidade e prazer os obedientes para não punir os desobedientes com um sofrimento eterno? Seria isso justiça? Mas por que Deus não abençoa os justos e destrói os ímpios, isso não resolveria o problema? Não, isso criaria um problema, o problema que todo crime deve incorrer em penalidade e ele deve equivaler a importância do preceito. Destruir os pecadores não seria punição, seria uma bênção em vista do castigo que merecem. Eis o porquê a bíblia foca tanto no castigo do pecador e conclama todo homem a aceitar o evangelho e a crer em Cristo Jesus e depois disso ser um pregador deste evangelho.
Tal ensino é confirmado pelo Bíblia
Algumas igrejas que menosprezam este ensino, pegam versículos, onde se refere a morte da alma e deixam de lado os que falam de sua punição eterna e concluem que os pecadores não sofrem tal punição, agem como os unitaristas que separam as passagens que falam que Deus é um e anulam as que mostram sua trindade, mas a bíblia está repleta de versículos que falam sobre o sofrimento eterno, cito apenas alguns deles.
- E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno" (Dn 12:2);
- Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna" (Mt 25:41,42,46);
- E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Mc 9:43,44);
- Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga" (Lc 3:17);
- E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá" (Lc 16:26);
- Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (Jo 3:36);
- E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder" (2 Ts 1:7-9);
- E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande Dia; assim como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se corrompido como aqueles e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda" (Jd 1:6,7,13);
- E os seguiu o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite, os que adoram a besta e a sua imagem e aquele que receber o sinal do seu nome" (Ap 14:9-11);
- E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Ap 20:10).
