Existem duas linhas de pensamentos que são: I. Os dias da criação são literais e são os dias de um homem, de 24 horas. Assim Deus criou a t...
Existem duas linhas de pensamentos que são:
I. Os dias da criação são literais e são os dias de um homem, de 24 horas. Assim Deus criou a terra e tudo o que nela há em 6 dias (144 horas).
II. Os dias de criação não são os dias de um homem (24 horas) mas milhões à bilhões de anos.
Para iniciarmos inferimos que,
a. Todo o capitulo 1 de Gênesis tem como personagem principal a pessoa de Deus. Ele está criando e fazendo todas as coisas.
b. Apenas no quarto dia que Deus cria os grandes luminares que separam os nossos dias claros das noites escuras. A importância dessa afirmação é que antes desses luminares, não era possível existir um dia de 24 horas, pois não existia os pontos de referências que definem o nosso dia atual e que controlam a rotação da terra, no caso a Lua.
c. É no final do sexto dia que Deus cria o homem. A pronúncia dia ainda permanece como antes, mesmo agora com o homem sendo criado.
d. Mesmo o homem agora criado, ele não se torna o ponto de referência do capítulo 1, ainda é Deus e assim sucede em todo o capítulo.
Se o ponto de referência é Deus, então devemos entender o que é um dia para Deus.
I. Deus é eterno e a eternidade é para Deus, como o tempo presente é para nós.
b. Apenas no quarto dia que Deus cria os grandes luminares que separam os nossos dias claros das noites escuras. A importância dessa afirmação é que antes desses luminares, não era possível existir um dia de 24 horas, pois não existia os pontos de referências que definem o nosso dia atual e que controlam a rotação da terra, no caso a Lua.
c. É no final do sexto dia que Deus cria o homem. A pronúncia dia ainda permanece como antes, mesmo agora com o homem sendo criado.
d. Mesmo o homem agora criado, ele não se torna o ponto de referência do capítulo 1, ainda é Deus e assim sucede em todo o capítulo.
Se o ponto de referência é Deus, então devemos entender o que é um dia para Deus.
I. Deus é eterno e a eternidade é para Deus, como o tempo presente é para nós.
II. O tempo para nós é a progressão da existência e da experiência. O tempo presente é o que é preenchido pela nossa experiência e consciência presentes. Exercícios sucessivos são experiências sucessivas. A experiência sucessiva é aumentar o conhecimento. A sucessão, portanto, pertence a um ser finito.
III. Mas Deus não é um ser finito. Ele não pode ser onisciente, e ainda assim obter conhecimento da experiência. A sucessão não pode, portanto, ser baseada nele, nem em relação à sua existência nem aos estados mentais. Ele sempre tem o mesmo estado mental ou consciência. Ele não pode ter novos pensamentos, pois não há nenhuma fonte possível para derivá-los. Ele não pode ter novas afeições ou emoções, pois não pode ter novas ideias ou conhecimentos.
Portanto, sua consciência atual é sua consciência eterna, e a eternidade é para ele o que o tempo presente é para nós. A existência de Deus é infinita, tanto em termos de duração como de espaço. Isto é expressamente declarado na bíblia; e se não fosse verdade, ele é infinitamente inferior ao infinito. A eternidade não tem outra ideia do que o agora. Todo passado e futuro devem respeitar as existências que não são eternamente auto existentes.
A eternidade para nós, significa toda a duração passada, presente e futura. Mas para Deus isso significa apenas agora. Tempo e espaço, à medida que respeitam sua existência, significam coisas infinitamente diferentes do que fazem quando respeitam nossa existência. A existência de Deus e seus atos, na medida em que respeitam a existência finita, têm relação com o tempo e o lugar. Mas como eles respeitam sua própria existência, tudo está aqui e agora. Com respeito a todas as existências finitas, Deus pode dizer que eu estava, eu sou, eu serei, faria, farei; mas com respeito à sua própria existência, tudo o que puder dizer é que eu sou, eu faço.
IV. A bíblia parece favorecer essa visão do assunto, embora se proteja contra pressionar nossas mentes com detalhes sobre metafísica. Assim, Deus se chama "EU SOU" (Êxodo 3.14). Cristo diz: "Antes que Abraão existisse, EU SOU" (João 8.58). Para ele, mil anos são como um dia, e um dia como mil anos (2 Pedro 3.8). Mil anos aqui são definitivos por um período indefinido. Como quando Deus diz que o gado em mil colinas são dele, isso significa que o gado em todas as colinas são dele e não apenas, mil animais (Salmos 50.10). Isto se entende uma expressão do mesmo tipo. Sua conexão claramente nos leva a essa inferência, que por mil anos devemos entender todos os tempos, dos quais é dito, que é como um dia, ou como tempo presente para Deus.
V. Assim entende-se que um dia para Deus é um período indeterminado, mas que carrega o sentido de distância de muitos anos, incontáveis até para o homem.
VI. Isso nos leva a considerar e concluir que os dias da criação foram longínquos e dentro do tempo divino e não humano.
Conclusão.
I. A bíblia menciona um período anterior aos luminares que regem o dia na terra atualmente.
II. Ela também menciona um período anterior ao próprio homem.
III. Se refere a um período onde Deus é o único ser existente.
IV. As evidências são esmagadoras em apoio a uma criação longínqua e de muitas eras de anos.
V. Para Deus, a criação não demorou e nem foi longa, possa ter sido para ele, de fato, parecido como um dia de 24 horas e até menos, pois já explicamos a sua eternidade, mas para nós humanos, de fato, são muitos anos e anos se passando dentro de eras e mais eras anuais.
Respostas as Objeções
I. Afirmar que Deus não criou o mundo em 6 dias de 24 horas é dizer que Ele não é capaz de fazê-lo e assim que não é todo poderoso e onipotente.
Respondo: Não é que fosse impossível para Deus criar o mundo em 6 dias de 24 horas, é que não seria inteligente de sua parte fazê-lo, pois sabemos que a vida precisa de tempo, fases e etapas temporais de suma importâncias, Deus sabendo disso, certamente usaria, como usou, os meios necessários e corretos para o fim desejado, que aqui é, a criação da vida, especialmente a vida humana.
II. Dizer que a criação demorou tanto tempo é anular o milagre divino e rebaixar a obra de Deus.
Respondo: E fazer tudo isso em 6 dias de 24 horas aumenta o milagre? De maneira nenhuma! O milagre está na vida em si, não no tempo decorrido de sua formação como já mostramos, e isso para Deus não faz diferença nenhuma, apenas para nós seres finitos e presos a um pequeno período de tempo. Temos conhecimento de vários mundos semelhantes ao nosso, mas todos faltam alguma coisa primordial para acontecer a vida ali e em nenhum fora encontrado vida de fato. O milagre está na criação da vida e não no tempo gasto para criá-la.
VI. O Gênesis foi escrito por Moisés, logo ele escreveu baseando em seus dias, que era de 24 horas, o dia de um homem. Se fosse um dia de Deus, ele mencionaria isso.
Respondo: E se fosse o dia de um homem, pela lógica desse argumento, ele também diria isso, mas não diz. É por isso que existe este debate. Mas a questão não é quem escreve, mas sim, sobre o que e sobre quem se escreve. A escrita é sobre a criação de Deus e tem a pessoa de Deus como referência num momento que nem os luminares e o homem existia.
VII. Moisés se refere passando “a tarde e o amanhecer” e vindo depois outro dia. Está bem claro que está é uma referência de um dia exato.
Respondo: Para crer que o texto fala de um dia literal quando anoitece e amanhece é preciso provar que havia a condição do dia ser realmente como é hoje, mas já mostramos que não era. Outra vez, vemos uma menção em Jó 4.20 que diz: “Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso”. O texto se refere a vida do homem, mas sabemos que o homem não vive apenas um dia, nascendo pela manhã e morrendo ao entardecer. Aqui, Elifaz usa uma figura de linguagem, dando a entender que o “amanhecer e o entardecer” se referem a um período de tempo, que no caso do homem, é um período curto. O mesmo se procede em Salmos 90.5,6, onde o salmista fala da brevidade da relva em comparação com a vida do homem, nascendo pela manhã e murchando a tarde, mas sabemos que a grama não dura apenas um dia. É pelas evidências da extensão da vida humana e da relva que sabemos que o tempo aqui não é literal e sim, apenas representam um período de tempo. E é também pelas evidências que sabemos ser o “entardecer e o amanhecer” de Gênesis não literais, mas sim, um período de tempo apenas.
Objetam mais uma vez dizendo que: Nesses exemplos os períodos de tempo são curtos e não longos, isso implicaria um período de tempo curto na criação e não longo.
Respondo: Isso porque os dois exemplos são referentes ao tempo humano e não o tempo divino. Mas seria o tempo divino curto como o do homem? E o que é um período curto para quem é eterno como Deus? Mil anos são muito tempo para Ele? Já mostramos que não, e a bíblia apoia essa negação. O entardecer e amanhecer apenas se referem a um período de tempo. Se faz analogia ao homem, deve se um período curto, se faz para com Deus então, esse período deve ser mais extenso e longínquo, isso para nós, pois para Deus não existe muito tempo ou pouco tempo apenas o tempo agora, como já mostramos.
VIII. Objetam dizendo que Deus só menciona o passar dos dias após chamar a luz de dia e não antes, logo os dias são literais.
Respondo: Um problema da criação em dias humanos está em que nem sempre o dia foi de 24 horas. E temos evidências que o dia chegou a ser de 4 a 9 horas apenas, baseando-se na distância da lua entre a terra, que era menor e em conchas que possuem listras por segmento de acordo com o dia. Conchas atuais possuem 30 listras por segmento, que representam cada dia do mês e temos fósseis de conchas que contém apenas 9 listras por segmento (link). Assim tais defensores de dias exatos precisam dizer qual era a duração do dia no período da criação, pois possa ser menor que 24 horas.
Mas o grande problema dessa objeção é que a menção dia não se refere ao Sol, que só veio a existência no quarto dia, mas apenas a uma luz. Mas o nascer e se pôr dessa luz era o mesmo tempo que o do nosso Sol? Baseado em que evidência podemos afirmar isso? Em nenhuma! Acontece que sabemos hoje que o movimento de rotação da terra tem influência da Lua, mas essa ainda não fora criada, pois só existiu no dia quarto junto com o Sol. Esse é um problema que os defensores dos dias literais humanos da criação precisam resolver.
IX. Jesus fez muitos milagres rápidos e instantâneos, que pela ciência para serem realizados exigiriam maior tempo e tecnologia do que o mencionado para sua realização, como o transformar da água em vinho, cura de cegos e aleijados.
Respondo: Que existem milagres que hoje a ciência tem boas explicações sobre e em casos de enfermidade já temos a cura ou a solução para tal, é evidente, e sabemos que todos levam tempos consideráveis de meses e até anos para se concluir a cura ou a solução. No caso da transformação da água em vinho, hoje sabemos que basta uma reorganização nos átomos para se transformar a água em vinho, mas para isso, seria exigido muito calor e força, algo difícil até para a nossa época atual e impossível para a época de Cristo. Dizer que Deus pode fazer e criar tudo em um “piscar de olhos” é correto, mas o que é um “piscar de olhos” para Deus? Os milagres sendo no tempo humano, devem, e foram de fato, atendidos dentro da condição limitada humana. Os milagres foram em tempos bem curtos e alguns instantâneos, mas na criação, em um período onde temos apenas Deus existindo, o que seria rápido e o que seria demorado para Ele? Que a criação e a vida são um milagre divino também é evidente, mas não vemos o homem sentado esperando Deus terminar a criação, pois o mesmo nem existia no princípio. Logo os milagres de Cristo foram imediatos pois era o mais inteligente a se fazer para atingir a sua finalidade, que era, se revelar como o filho de Deus, o próprio Deus, e onde habita toda a plenitude divina, diante dos homens. Na criação não temos a necessidade de Deus atender nenhuma demanda física humana. A não ser que se prove que os anjos tinham algum interesse na criação e os seus corpos são temporariamente limitados como os nossos, essa objeção tem algum valor.
